Conhece essa frase de algum lugar? Pois é decoramos o quarto do Pequeno Cisne com os motivos da estória do menino-príncipe contada por Antoine de Saint-Exupery.
Nossa casa é pequena e simples, mas nunca faltou amor. Poderíamos morar em um lugar maior e mais bonito? Sim, poderíamos. Mas não teríamos os cachorros, o gato, os avós, que estão perto e ajudaram muito.
Maternidade não é coisa simples, acho que nunca estamos preparados para ela. Apesar do relacionamento estável, dos anos de psicanálise, da experiência dos meus 36 anos, da gravidez e parto tranquilos, quando o nenê chega em casa, a pergunta é a mesma. E agora, o que é que eu faço com esse ser tão pequeno e que depende tanto de mim?
Os cuidados como recén-nascido são exaustivos e precisamos de muita ajuda da companheira/o. A tarefa não é fácil e frequentemente a gente se vê com a pergunta "Será que eu vou dar conta?" formulada na nossa cabeça. Nosso humor muda muito e não conseguimos entender o porquê. Como é que algo que nos traz tanta felicidade, sentimento de família, de continuidade da nossa existência, pode também nos trazer sentimentos tão complexos como perda da individualidade, mudança no relacionamento com a companheira/o e uma série de pensamentos desconhecidos e angustiosos que passam pela nossa cabeça?
As respostas vêm com o tempo. Com as longas horas que dedicamos ao pequenino. Horas que podemos aproveitar para refletir e analisar a nós mesmos ou não. As vezes não temos condições psicológicas ou financeiras para tanta dedicação. A vida cotidiana exige muito das pessoas.
No meu caso foram longas horas e muita reflexão que me ajudaram a cuidar do bebê. Quando me dei conta, algum tempo já havia passado e percebi que o Pequeno Cisne estava bem fisicamente e emocionalmente.
Sim, eu consegui atender as nescessidades do pequetito. E isso fez toda a diferença, para ele e para mim. Ele cresce na mesma medida da minha auto-estima.
Mas aqui gostaria de fazer um parentese. No caso da maternidade por um casal homossexual, apesar do mesmo sexo, as funçoes familiares são diferentes, de acordo com a natureza, com o perfil de cada uma. Uma delas pode ter mais facilidade para sustentar uma família enquanto a outra pode ter mesma facilidade para ficar cuidando do bebê. Isso não significa que temos que escolher, que estas funções são excludentes uma da outra e mesmo que estas funções sejam de fácil execução, ou que uma seja mais importante que a outra. Isto seria uma forma de "machismo" com outra roupagem. O que gostaria de dizer é que ambas podem trabalhar e cuidar do bebê, mas que, de acordo com o perfil de cada uma, ela executa esta ou aquela tarefa de forma mais suave, eu até diria de forma menos árdua.
Ainda não temos todas as respostas. Como é que vai ser quando o Pequeno Cisne descobrir que a maioria das famílias são diferentes da nossa, são famílias de patos? Acredito que todo esse empenho que nós tivemos, a Mamãe Cisne e a CisneBela, desde a concepção até o desmame do pequetito, aliás auto-desmame, com 1 ano e 3 meses, constituam uma base emocional sólida para que possamos juntos, a família cisne, encontrar respostas.
quinta-feira, 6 de março de 2008
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2 comentários:
Oi querida. Maravilhosa a sua iniciativa e corajosa também. Quero e desejo tudo de bom para essa linda família.
Oi Pá! Estou adorando! Desejo uma londa vida ao seu blog!! Parabéns pela iniciativa!!
Beijão!!
Pati e Wlad
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