Esta foi uma resposta que respondemos à psicóloga da Vara da Infância e da Juventude, na entrevista para o processo de legalização do vínculo da Cisne Bela com o Pequeno Cisne.
Muitas pessoas, amigos e familiares, que hoje fazem parte do nosso convívio, originalmente tinham uma outra idéia a respeito de um relacionamento homosexual. Ao se aproximarem e conhecerem melhor a nossa realidade, descobriram o que já conheciam. Nosso relacionamento sempre foi baseado em amor, respeito, carinho, honestidade, companheirismo... enfim dos valores que mantêm e sustentam um relacionamento a longo prazo.
É isso que temos para passar para o pequetito. É neste ambiente que queremos que ele cresça. E destes valores eu não tenho a menor vergonha.
domingo, 29 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
Interfaces
O que é uma família tradicional? Qual a função / papel dos pais na educação e formação dos filhos? Temos nos deparado com essas questões. As respostas não são simples. Exigem maturidade e boa vontade, mas existem.
No caso da família Cisne, imagino que tanto a Cisne Bela quanto eu, na relação com o Pequeno Cisne, servimos como interfaces para os mundos. Mundos sim, porque acredito que a nossa realidade cotidiana é povoada de várias dimensões que se sobrepõe.
Cada indivíduo, em suas particularidades, tem maior ou menor aptidão para uma ou outra dimensão do cotidiano.
Eu por exemplo, tenho mais facilidade para lidar com o mundo interno, introspectivo e abstrato do que com o mundo externo, prático, concreto e objetivo. Mas esses mundos nescessitam um do outro para viver.
Não dá para pagar as contas ao final do mês se a gente vive apenas no mundo interno. Mas também a vida acaba perdendo o sentido se vivemos apenas na realidade objetiva.
Crescer lidando com essas várias interfaces acaba sento uma experiência rica, imagino. Não importa quem vai oferecer o quê. Importa que essas dimensões sejam apresentadas aos nossos pequenos.
No caso da família Cisne, imagino que tanto a Cisne Bela quanto eu, na relação com o Pequeno Cisne, servimos como interfaces para os mundos. Mundos sim, porque acredito que a nossa realidade cotidiana é povoada de várias dimensões que se sobrepõe.
Cada indivíduo, em suas particularidades, tem maior ou menor aptidão para uma ou outra dimensão do cotidiano.
Eu por exemplo, tenho mais facilidade para lidar com o mundo interno, introspectivo e abstrato do que com o mundo externo, prático, concreto e objetivo. Mas esses mundos nescessitam um do outro para viver.
Não dá para pagar as contas ao final do mês se a gente vive apenas no mundo interno. Mas também a vida acaba perdendo o sentido se vivemos apenas na realidade objetiva.
Crescer lidando com essas várias interfaces acaba sento uma experiência rica, imagino. Não importa quem vai oferecer o quê. Importa que essas dimensões sejam apresentadas aos nossos pequenos.
sábado, 7 de junho de 2008
Até parece...
Neste mês de maio, depois do dia das mães, comecei a elaborar na minha mente questões relativas ao aspecto social da maternidade e da minha vida em geral. Na análise levei essas questões para discutir. Como é que me apresento socialmente? Não sou uma mãe tradicional, mas sou uma boa mãe. Esta é a conclusão que cheguei. Até parece que o pessoal da Vara da Infância e da Juventude estava esperando que eu chegasse a esta conclusão para me sentir mais segura e dar mais um passo muito importante para a Família Cisne: o reconhecimeno legal do vínculo da Cisne Bela com o Pequeno Cisne. Nós entramos com este pedido na Justiça e quase um ano depois, esta semana, fizemos uma entrevista com a Psicóloga Social. Que ansiedade! Na véspera quem consegue dormir? Enquanto a Cisne Bela não chegou da sua longa jornada de trabalho, nem eu nem o pequetito conseguíamos dormir... Mas ele não chorou, nem gritou, nem ficou irritado. Ficamos deitados os dois, quietinhos no escuro, esperando a Cisne Bela. Em alguns momentos ele brincava com meus cabelos, como se fizesse cafuné...Até parece que ele sabia como eu estava me sentindo por dentro...
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