sábado, 17 de outubro de 2009

Mudanças

A Familia Cisne esta de mudança. Em breve vamos ocupar uma casa nova. Finalmente a nossa casa! Na casa velha estou deixando velhas formas de pensar, de agir, de me relacionar com o mundo. Na casa nova, quero ocupar meu tempo e espaço para cuidar do Pequeno Cisne, da Cisne Bela e de mim. O cotidiano é invasivo e corrosivo. Gostaria de ter lucidez e forças para preservar o ecosistema espiritual, biológico, psiquico e social que formamos. É isso que espero do futuro!

sábado, 19 de setembro de 2009

Equação da Vida

As vezes entendo o cotidiano como se fosse uma equação. Temos as variadas incógnitas como a nossa personalidade, o meio ambiente e nossas funções familiares de um lado e do outro a nossa porção de energia e de vida. Temos que nos dividir em tantas tarefas e funções e conseguir equilibrar, equalizar as coisas de acordo com nossos limites, para que não caiamos em desequílíbrios, deixando algumas coisas importantes de lado, em função de outras que não são assim tão essenciais. É um grande desafio, mas não é impossível.

sábado, 29 de agosto de 2009

Missão Cumprida

Toda vez que vejo o Pequetito fazer xixi no vaso, tenho esta sensação: O bebezinho já não existe mais. Agora tenho que cuidar do menininho. Por um lado há a sensação de perda. Por outro, a alegria e satisfação de vê-lo crescer forte e saudável. Acho que toda mãe vivencia essa dualidade. Faz parte intrínseca da maternidade.

domingo, 23 de agosto de 2009

Festim de Núpcias

Outro dia peguei o fantasma da culpa querendo me assustar. Comecei a me perguntar porque eu tinha conseguido manter um relacionamento estável e formar uma família, com direito a um Princípe como o Pequetito, enquanto os homossexuais da geração da minha avó, da minha mãe e mesmo da minha geração, tiveram que fazer uma opção: assumir a identidade homossexual ou abdicar dela para formar uma família.
O que se passou como resposta na minha cabeça foi: a mudança da sociedade faz parte dos planos de Deus. E o reino de Deus é como um Festim de Núpcias onde muitos são chamados e poucos atendem ao convite do Pai. Acredito que se levarmos uma vida voltada para o desenvolvimento da bondade e do que há de melhor em cada um de nós, teremos a oportunidade de participar deste Festim. O Amor divino que existe em todo ser humano está acima da sexualidade, abrindo portas e rompendo preconceitos.

domingo, 16 de agosto de 2009

Casamento

Demorei um certo tempo até entender que para muita gente é importante seguir as regras convencionais da sociedade. Casar no papel e na Igreja, ter um marido, filhos, enfim responder a todas as expectativas sociais tradicionais.
O difícil é conciliar esse desejos com uma vida autêntica, um relacionamento sincero e principalmente, ter filhos nascidos do amor.

domingo, 2 de agosto de 2009

Abrindo Portas

Esta semana ouvi algo que me deixou muito contente. As notícias da Família Cisne chegaram aos aos ouvidos de uma mãe, que já não tinha mais esperanças de se tornar avó, depois da descoberta de que sua única filha é homosexual. Depois de um impacto inicial, agora esta mãe aceita a sexualidade da filha e já acalenta até o sonho de se tornar avó! Tomara que seu sonho se torne realidade!

sábado, 25 de julho de 2009

O Papel

Nem acreditei quando peguei nas minhas mãos a certidão de nascimento do Pequeno Cisne, agora com o meu nome e o nome da Cisne Bela como genitoras do pequetito. Li, reli e li ainda mais uma vez aquelas palavras, que agora registravam oficialmente a nossa estória e que também faziam estória.

domingo, 19 de julho de 2009

Ser ou não ser...

Toda decisão implica em ganhos e perdas. Acho que desde cedo intuímos essa realidade. Acredito que uma das razões que levaram o Pequeno Cisne a resistir um pouco a tirar as fradas foi o fato dele sentir que esse era um ponto importante: deixar de ser bebê.
Dexar de ser bebê para se tornar um menino. Deixar de ser menino para se tornar adolescente. Deixar de ser adolescente para se tornar adulto. Permitir que a vida cotidiana nos engula ou resistir à correnteza e seguir o percurso da individualidade.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Conseguimos!

Conseguimos oficializar na Justiça o vínculo do Pequeno Cisne com a Cisne Bela. Para nós o que significa isso? Uma conquista de valor imensurável: o reconhecimento de um relacionamento homoafetivo e mais do que isso, o reconhecimento de uma família com bases homoafetivas.

Sinal da mudança dos tempos! Que bom que estou viva, sou jovem e já vi tantas mudanças acontecerem na nossa sociedade! Acredito que tantas outras ainda estão por vir! E no meio de tantas vicissitudes, decepções e violências que assistimos nos telejornais, quantas coisas boas acontecem nos bastidores da vida cotidiana!

domingo, 14 de junho de 2009

Quero ir para o meu bercinho...

A primeira vez que ouvi essa frase, quase não acreditei. Será isso mesmo o que escutei? E era. Sinal dos tempos. O Pequetito não é mais aquele bebê que não podia ficar um instante sozinho, que tinha que ir para o berço praticamente adormecido, porque senão era choro na certa.
Ele aprendeu a gostar do seu cantinho, do seu espaço, e passou a se sentir seguro nele. Hoje o bercinho é um lugar agradável de repouso! Que bom!
Eu é que estranhei o desejo. Será que estou preparada para tanta independência?

sábado, 6 de junho de 2009

Sem expectativas

Como é difícil a gente não ter expectativa sobre algo, principalmente sobre o desenvolvimento de nossos filhos. O Pequeno Cisne sempre se saiu muito bem nas suas transições. Deixou o peito com facilidade e a chupeta também. Mas a fralda tem sido um exercício de paciência e abnegação para mim, para as minhas expectativas em relação a ele. Sou eu que tenho que aprender a lidar com elas. Ele não tem que corresponder ao que eu gostaria que acontecesse. Eu que tenho que respeitar o tempo dele e não o contrario.

domingo, 31 de maio de 2009

Plano Cartesiano

Esta semana li algo muito bonito, que vem de encontro ao que já havia discutido em análise e observado na prática da vida cotidiana. Foi um capítulo do livro espírita Nosso Lar, do autor espiritual André Luiz e psicografado pelo Chico Xavier, que falava sobre as relações conjugais e a sagrada tarefa de constituir e manter um lar. André Luiz citava a comparação das funções masculinas e femininas como o eixo X e o eixo Y do plano cartesiano. A função masculina, na sua horizontalidade, percorre os caminhos do mundo exterior, visando o progresso comum. A função feminina, na sua verticalidade, cuida e protege os entes queridos no que diz respeito ao mundo interior, à relação com Deus.
Observaçao da Psicanálise: um homem pode exercer muito bem as funções femininas, assim como as mulheres podem exercer muito bem as funções masculinas. Essa não é uma questão de gênero e sim de afinidade.

domingo, 24 de maio de 2009

Voltando a escrever...

Dez meses depois do último post, decidi voltar a escrever. Muita coisa mudou nesse íntervalo de tempo. Naquela época, esperava ansiosamente que o Pequeno Cisne completasse 2 anos, idade em que tecnicamente ele deixaria de ser bebê. Imaginava que a maior independência dele me traria mais liberdade para executar as atividades que fazia antes do seu nascimento. Tudo bem. Ele completou 2 anos, aprendeu a falar e a dormir sozinho no berço, deixou a chupeta. E eu? Bem, não sou mais a mesma pessoa de 10 meses atrás. Parece que nós, mães e pais mudamos tando quanto esses pequenos. A minha ansiedade diminuiu muito. E ficar ao lado dele, dispensando os cuidados de que ele nessesita é hoje uma tarefa bem mais leve. Faço isso por gosto e opção, não por obrigação. Eis a grande mudança!