Em agosto de 2005, quando completei 35 anos, resolvi engravidar. Já vivia uma relação estável há 7 anos e o relógio biológico começou a dar sinais. Nunca antes tinha tido cólicas menstruais. Mas de repente vi que precisava consultar um profissional da área porque estava me sentindo incomodada durante os períodos da menstruação. Aproveitei a consulta ginecológica para conversar com a médica sobre as possibilidades de filhos para um casal homossexual. Fisicamente estava bem. Emocionalmente também. Nunca tive problemas com a parte reprodutiva e ginecológica do meu corpo. Então, de repente pensei: E se eu engravidar? A CisneBela (minha companheira)vai adorar me ver de "barrigão".
Fomos procurar uma especialista em reprodução assistida, uma médica que além de muito competente e compreensiva, acolheu prontamente a idéia da maternidade por um casal do mesmo sexo.
Comecei a tomar vitaminas para fortalecer o organismo e escolhemos o doador anônimo de um Banco de Sêmen. Este Banco de Sêmen é de confiança e pertence a um hospital de muito boa reputação em São Paulo. Funciona como um Banco de Sangue. Familiares de pessoas em tratamento, no caso a infertilidade, se oferecem como doadores, depois de passar por exames clínicos que atestem a qualidade do esperma e a boa saude do doador.
A primeira inseminação artificial foi em janeiro de 2006, mas só engravidei em março, após a segunda tentativa. Tive uma gravidez muito tranquila e só engordei 9 quilos. Quando foi nescessário fazer repouso, fiz e quando fui liberada para fazer atividades físicas, fiz. Levava o Pequeno Cisne para nadar. Ele na minha barriga, eu e a CisneBela na Piscina.
Enfim dezembro chegou e com ele o Pequeno Cisne. Logo no primeiro minuto do dia primeiro do último mês de 2006, a minha bolsa se rompeu. Fomos para a Maternidade. Já estava em trabalho de parto e com 7 cm de dilatação. Para minha surpresa, pois imaginava que toda mulher tem medo do momento do parto, estava muito calma. Consegui passar pelo parto como um momento de plenitude consciente.
Fiz cesária e tomei anestesia. Fiz também bastante esforço para ficar acordada e acompanhar o que estava acontecendo. Na hora em que ele nasceu, tocava no rádio a música "Don't worry, be happy!" Que resume bem o humor dele. Ele é um bebê feliz. Doce, que foi a primeira impressão que tive ao ver a carinha dele e feliz, como descobrimos mais tarde através dos seus sorrisos e gargalhadas!.
quarta-feira, 5 de março de 2008
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